Educação que abre portas: mais oportunidades para o futuro

Investir em educação é investir em pessoas. Conheça iniciativas e ideias que podem ampliar o acesso à qualificação profissional e transformar realidades em Valparaíso.

Guilherme Eduardo em pé, falando para uma turma de alunos sentados em carteiras azuis em uma sala de aula decorada, em Valparaíso de Goiás

Educação abre portas quando conecta a escola ao mundo do trabalho e à vida real do aluno. Em Valparaíso de Goiás, uma cidade jovem e populosa no Entorno do Distrito Federal, isso passa por quatro caminhos concretos.

Explico cada um deles a partir do que vivi como professor e coordenador de cursos profissionalizantes.

A base firme vem primeiro

O INEP mede a qualidade da educação básica pelo IDEB, e o Censo Escolar mostra ano a ano quantos alunos, professores e escolas cada município tem. São esses dois indicadores que qualquer gestor sério deve acompanhar, porque mostram se a base está firme.

Sem base firme, o resto desaba: o jovem chega ao curso técnico sem conseguir interpretar um texto, o adulto desiste da qualificação por vergonha de não acompanhar, e a cidade perde talento antes mesmo de ele aparecer.

Quatro caminhos para ampliar a qualificação

Os caminhos que defendo para Valparaíso:

  • Fortalecer a escola pública na base, com foco em alfabetização na idade certa;
  • Levar cursos técnicos e profissionalizantes para os bairros, não só para o centro;
  • Firmar parcerias com empresas e comércio local para estágio e primeiro emprego;
  • Inserir educação em saúde e cidadania no dia a dia das escolas.

O que aprendi coordenando cursos

Vi jovens entrarem em uma turma de atendente de farmácia inseguros e saírem empregados poucos meses depois. Vi também turmas inteiras desistindo porque o conteúdo era só teoria e ninguém explicava para que servia aquilo na vida real. A diferença entre os dois cenários não foi dinheiro, foi método.

Um curso profissionalizante precisa de três ingredientes: professor que exerce a profissão que ensina, prática desde a primeira semana e um encontro com empregadores antes da formatura.

Como famílias e empresas participam

Famílias participam acompanhando a frequência e o boletim e ocupando os conselhos escolares. Empresas participam abrindo vagas de estágio e de aprendizagem e apoiando cursos que formem exatamente para a demanda local. Quando a cidade inteira educa, o resultado aparece.

O certificado é o menor dos ganhos. O que muda a vida do aluno é a primeira oportunidade.

Guilherme Eduardo

Perguntas frequentes

Por que a educação é a política pública que mais transforma?

A educação transforma porque age antes do problema aparecer. Uma criança bem alfabetizada tem mais chance de concluir o ensino médio, um jovem qualificado consegue emprego melhor e uma família com renda estável adoece menos. Nenhuma outra política pública produz efeitos tão duradouros com o mesmo investimento.

Quais são os 4 caminhos para ampliar a qualificação em Valparaíso?

Os quatro caminhos são: fortalecer a escola pública na base com foco em alfabetização; levar cursos técnicos e profissionalizantes para os bairros, não só para o centro; firmar parcerias com empresas e comércio local para estágio e primeiro emprego; e inserir educação em saúde e cidadania no dia a dia das escolas.

O que aprendi coordenando cursos profissionalizantes?

Coordenando cursos, aprendi que o certificado é o menor dos ganhos. O que muda a vida do aluno é a confiança de conseguir, o contato com profissionais da área e a primeira oportunidade de emprego. Por isso, curso bom tem aula prática, professor que vem do mercado e ponte direta com quem contrata.

Como famílias e empresas podem participar dessa transformação?

Famílias participam acompanhando a frequência e o boletim, cobrando as escolas e ocupando os conselhos escolares. Empresas participam abrindo vagas de estágio e de aprendizagem, indicando quais habilidades faltam nos candidatos e apoiando cursos que formem exatamente para a demanda local.

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